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Notícia - Metalúrgicos participam de reunião da alternativa democrática sindical das américas
Metalúrgicos participam de reunião da alternativa democrática sindical das américas

A ADS (Alternativa Democrática Sindical) fez nesta quarta-feira (11), em São Paulo, sua primeira reunião, após o congresso de fundação da entidade, para debater temas de interesse da classe trabalhadora na América Latina e no Caribe. A reunião foi realizada no auditório do Hotel Leques Brasil, em São Paulo, e contou com a participação de mais de 120 dirigentes sindicais de vários países.

Diretores e assessores do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, liderados pelo presidente Miguel Torres, também tiveram expressiva participação no evento.

Miguel Torres saudou o companheiro Nilton de Souza da Silva, o Neco, secretário-geral da ADS, que lutou muito pela criação da entidade, em abril do ano passado em congresso realizado em Bogotá, na Colômbia. Ele também destacou o “Brasil Metalúrgico”, movimento importante para a luta nacional da categoria, e criticou o ataque às conquistas históricas do movimento sindical para a classe trabalhadora no País. “A elite tem o poder financeiro nas mãos e, aos trabalhadores, resta-nos a luta para manter e ampliar direitos, pois a Luta faz a Lei”, disse Miguel Torres, que também é presidente da CNTM (Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos) e vice-presidente da Força Sindical.

Presidente da ADS, Julio Roberto Gomes destacou a importância do evento para colocar em discussão os graves problemas sofridos pela classe trabalhadora em diversos países, criticou a desigualdade social no Brasil e em países subdesenvolvidos, a detenção de riqueza nas mãos de uma pequena parcela da sociedade mundial e o imperialismo dos EUA, que ignoram a pobreza no mundo. Ele pediu: “solidariedade, pluralidade, comprometimento e cidadania”.

Para Julio, o sistema político brasileiro é o maior causador das diferenças sociais no País. “Hoje os trabalhadores sofrem ataques e os movimentos sindicais também. É dever dos brasileiros votarem com mais consciência nas próximas eleições, em projetos que beneficiam a população e a classe trabalhadora e não em falas bonitas”.

José Joaquim Laurindo, da U.N.T.A. (União Nacional dos Trabalhadores Angolanos), pediu auxílio da ADS na luta dos trabalhadores angolanos e disse que em Angola vive-se uma situação muito delicada, tanto social quanto trabalhist. “Por isso, venho pedir a solidariedade dos movimentos sindicais do Brasil e da ADS na luta pelos nossos trabalhadores. Me sinto orgulhoso de participar desse momento histórico e nós trabalhadores angolanos desejamos que essa organização se torne referencia mundial”, disse José.

Vladimir Derbin, presidente da Federação de Trabalhadores de São Petersburgo e Leningrado, falou sobre a revolução soviética na Rússia em 1917, a repressão contra os movimentos sindicais em 1937 e a resistência do movimento sindical russo para manter-se, mesmo perante as crises, com autonomia e apoio dos trabalhadores sócios. “Tivemos muitas perdas neste processo, mas hoje as entidades de trabalhadores têm conseguido se manter e garantir a luta pelos direitos dos trabalhadores”.

João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força Sindical, falou sobre as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores após a aprovação da lei da reforma trabalhista, que vem tirando direitos, e disse que a falta representatividade política no país é um problema para a classe trabalhadora . “É nosso dever olharmos com mais atenção à política nacional, pois o País está sendo totalmente destruído pelo atual governo”.

Nilton de Souza da Silva, o Neco, secretário-geral da ADS, destacou a importância da união nas causas trabalhistas, no enfrentamento dos problemas que países da América Latina, América-central e África vem passando com a desigualdade social e a pobreza. “Os movimentos sindicais estão presentes e vamos lutar pelos trabalhadores, pela nossa democracia que está correndo sério risco e também pela união entre as nações, pois somente unidos sairemos vencedores nesse tempo de incertezas”.

Neco finalizou a reunião falando que a SDS é “uma central sindical latino-americana caribenha que nasceu plural, livre e independente, que não defenderá governos nem terá matizes ideológicos, apenas os interesses dos trabalhadores”.


Fonte: CNTM - 11/04/2018
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