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Artigo - Inflação alta e a indiferença do governo

O governo mantém a taxa de juros nas alturas como forma de conter uma inflação que, teimosamente, não para de crescer. E, claro, quem mais sofre com isto são, principalmente, os trabalhadores de menor renda e a população menos favorecida, que, além de ter de conviver com juros proibitivos, ainda têm de encarar uma inflação acelerada e contundente.

A inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), ficou, em outubro último, em 9,93%, encostada, portanto, nos dois dígitos no intervalo de doze meses, o maior índice desde novembro de 2003, quando, nos mesmos doze meses, chegou a 11,2%.

E as previsões de analistas para este resto de ano não são nada animadoras. Segundo eles, a inflação pode fechar 2015 com dois dígitos, ultrapassando a casa dos 10% e zerando (ou superando) o reajuste que grande parte das categorias conquistou em suas datas-bases. E isto porque, segundo o próprio governo, o centro da meta de inflação deveria ser de 4,5%.

Mas o que mais nos impressiona é a predisposição do governo à indiferença social e econômica, ao descaso com o qual os ocupantes do Planalto Central tratam a questão e a sua incondicional falta de visão, que os impede de enxergar o mal que essa inércia e esse pouco caso causam ao povo brasileiro.

Miguel Torres Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, Presidente da CNTM (Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos) e Vice-Presidente da Força Sindical